O que eu aprendi vivendo nos EUA

Voltei de lá bem mais madura. Eu diria até perdida. Aprendi tantas coisas, mas não sabia exatamente como utilizá-las por aqui, na cidade onde cresci e onde meu inglês não seria muito usado além do “ensinar na escola da cidade”. Toda a independência, a coragem que ganhei parece que não tinham espaço por aqui.

Sabe aquela vontade de fazer algo, algo tão grande para aquela realidade em que você vive e o ambiente em que está, que parece totalmente um surto da sua cabeça?

Desde criança, sou apaixonada por basquete, filmes de dança e clipes de hip-hop. Sei lá, talvez influência das músicas que meu pai ouvia em casa.

Vivia falando para as pessoas que, quando fosse mais velha, estudaria em outro país. O sonho era viver o ensino médio de filme, mas não foi bem assim que aconteceu…

Aos 22 anos, me despedi da minha família e fui para a cidade onde meu namorado da época morava. Sem muita ideia de como seria, mas o plano era encontrar um curso, estudar enquanto me adaptava ao lugar. Teria pessoas conhecidas por perto, que, apesar de serem de outra cultura, eu esperava que seriam uma rede de apoio emocional para uma aventura em outro país.

Meu namorado era gringo. E não havia NENHUM brasileiro por perto. Meu sonho de viver como nas séries caiu por terra.

O choque de cultura foi muito grande. Trabalhava muito (ilegalmente, óbvio) e ganhava pouco. O relacionamento não estava bom, e eu odiava ser encarada como a “brasileira que só queria uma cidadania americana”.

Os perrengues foram muitos: não ter grana, não entender o que as pessoas falavam, críticas, saudade da família… Lá nos EUA, se você tem problemas financeiros, seus familiares não te ajudam, e foi assim que eu e ele passamos por vários venenos. E não existe morar de favor, viu? Mesmo na casa de gente da família, você precisa pagar!

Mas toda essa pressão me levou a aprender a fazer websites para vender, e assim eu passava os meus dias por lá, de cafeteria em cafeteria.

Voltei de lá bem mais madura. Eu diria até perdida. Aprendi tantas coisas, mas não sabia exatamente como utilizá-las por aqui, na cidade onde cresci e onde meu inglês não seria muito usado além do “ensinar na escola da cidade”. Toda a independência, a coragem que ganhei parece que não tinham espaço por aqui.

Anos passaram. Me enchi de dar aula nesses lugares e resolvi fazer do meu jeito. Do jeitinho que vi os americanos fazendo. Tive o melhor intercâmbio de negócios que alguém poderia ter, e nada disso foi planejado.

Agora, olhando o site que eu mesma fiz para a minha escola de idiomas, me faz pensar que talvez esteja apenas olhando para o lado bom de uma experiência um tanto traumática, mas que seja então… Prefiro assim!

É possível estudar sozinho!

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